domingo, 25 de setembro de 2016

Ah!


Falo de ti

                                                       
                                                                  
Florbela Espanca
Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que é louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!

do livro "A mensageira das Violetas"

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Cidadezinha Qualquer



Carlos Drummond de Andrade

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

domingo, 18 de setembro de 2016

A imagem

"E quando seu amigo embarcar em uma empreitada da qual não pretende retornar, a despedida será um último retrato. Fotos e ligações não darão conta de substituir a imagem do seu último abraço."
desconheço a autoria
Fonte: https://www.mensagenscomamor.com/aceite-as-despedidas

domingo, 11 de setembro de 2016

Não é nada

Resultado de imagem para adeus saudade

A morte não é nada.
Eu apenas passei para o outro lado:
É como se estivesse escondido no quarto ao lado.
Eu sou sempre eu, e tu és sempre tu.
O que éramos antes um para o outro ainda somos.
Liga-me com o nome que você sempre me deu, que te é familiar;
Fala-me da mesma forma carinhosa que tens usado sempre.
Não mude teu tom de voz, não assuma um ar solene ou triste.
Continua a rir daquilo que nos fazia rir,
Daquelas pequenas coisas que tanto gostávamos, quando estávamos juntos.
Reza, sorri, pensa em mim!
Que o meu nome seja sempre uma palavra familiar...
Diga-o sem o mínimo traço de sombra ou de tristeza.
A nossa vida conserva todo o significado que sempre teve:
É a mesma de antes, há uma continuidade que não se quebra.
Por que eu deveria estar fora dos teus pensamentos e da tua mente, apenas porque estou fora da tua vista?
Não estou longe, estou do outro lado, na mesma esquina.
Fica tranquilo, está tudo bem.
Vou levar o meu coração,
Daí acharás a ternura purificada.
Seca as tuas lágrimas e se me amas, não chores mais,
o teu sorriso é a minha paz"

(Henry Scott Holland)
Autor desconhecido
Fonte:http://www.mensagemespirita.com.br/md/ad/a-morte-nao-e-nada-eu-apenas-passei-para-o-outro-ladoseca-as-tuas-lagrimas-e-se-me-amas-nao-chores-mais

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A falsa liberdade e a Síndrome do “TER DE”


 Lya Luft

Essa é uma manifestação típica do nosso tempo, contagiosa e difícil de curar porque se alimenta da nossa fragilidade, do quanto somos impressionáveis, e da força do espírito de rebanho que nos condiciona a seguir os outros. Eu tenho de fazer o que se espera de mim. Tenho de ambicionar esses bens, esse status, esse modo de viver – ou serei diferente, e estarei fora.

Temos muito mais opções agora do que alguns anos atrás, as possibilidades que se abrem são incríveis, mas escolher é difícil: temos de realizar tantas coisas, são tantos os compromissos, que nos falta o tempo para uma análise tranquila, uma decisão sensata, um prazer saboreado.

A gente tem de ser, como escrevi tantas vezes, belo, jovem, desejado, bom de cama (e de computador). Ou a gente tem de ser o pior, o mais relaxado, ou o mais drogado, o chefe da gangue, a mais sedutora, a mais produzida. Outra possibilidade é ter de ser o melhor pai, o melhor chefe, a melhor mãe, a melhor aluna; seja o que for, temos de estar entre os melhores, fingindo não ter falhas nem limitações. Ninguém pode se contentar em ser como pode: temos de ser muito mais que isso, temos de fazer o impossível, o desnecessário, até o absurdo, o que não nos agrada – ou estamos fora.

A gente tem de rir dos outros, rebaixar ou denegrir nem que seja o mais simples parceiro de trabalho ou o colega de escola com alguma deficiência ou dificuldade maior. A gente tem de aproveitar o mais que puder, e isso muitos pais incutem nos filhos: case tarde, aproveite antes! (O que significa isso?) A gente tem de beber em preparação para a balada, beijar o maio número possível de bocas a cada noite, a gente tem de.

A propaganda nos atordoa: temos de ser grandes bebedores (daquela marca de bebida, naturalmente), comprar o carro mais incrível, obter empréstimos com menores juros, fazer a viagem maravilhosa, ter a pele perfeita, mostrar os músculos mais fortes, usar o mais moderno celular, ir ao resort mais sofisticado.

Até no luto temos de assumir novas posturas: sofrer vai ficando fora de moda.

Contrariando a mais elementar psicologia, mal perdemos uma pessoa amada, todos nos instigam a passar por cima. “Não chore, reaja”, é o que mais ouvimos. “Limpe a mesa dele, tire tudo do armário dela, troque os móveis, roupas de cama, mude de casa.” Tristeza e recolhimento ofendem nossa paisagem de papelão colorido. Saímos do velório e esperam que se vá depressa pegar a maquilagem, correr para a academia, tomar o antidepressivo, depressa, depressa, pois os outros não aguentam mais, quem quer saber da minha dor?

O “ter de” nos faz correr por aí com algemas nos tornozelos, mas talvez a gente só quisesse ser um pouco mais tranquilo, mais enraizado, mais amado, com algum tempo para curtir as coisas pequenas e refletir. Porém temos de estar à frente, ainda que na fila do SUS.

Se pensar bem, verei que não preciso ser magro nem atlético nem um modelo de funcionário, não preciso ter muito dinheiro ou conhecer Paris, não preciso nem mesmo ser importante ou bem-sucedido. Precisaria, sim, ser um sujeito decente, encontrar alguma harmonia comigo mesmo, com os outros, e com a natureza na qual fervilha a vida e a morte é apaziguadora.

Em lugar disso, porém, abraçamos a frustração, e com ela a culpa.

A culpa, disse um personagem de um filme, “e como uma mochila cheia de tijolos. Você carrega de um lado para o outro, até o fim da vida. Só tem um jeito: jogá-la fora”. Mas ela tem raízes fundas em religiões e crenças, em ditames da família, numa educação pelo excessivo controle ou na deseducação pela indiferença, na competitividade no trabalho e na pressão de nosso grupo, que cobra coisas demais.

Dizem que devemos nos informar melhor, mas quanto mais informação, mais dúvidas; quanto mais abertura, mais opções; quanto mais olhamos, mais se expande a tela onde se projetam nosso desejos.

Nessa rede de complexidades, seria bom resistir à máquina da propaganda e buscar a simplicidade, não sucumbir ao impulso da manada que corre cegamente em frente. Com sorte, vamos até enganar o tempo sendo sempre jovens, sendo quem sabe imortais com nariz diminuto, boca ginecológica e olhar fatigado num rosto inexpressivo. Não nos faltam recursos: a medicina, a farmácia, a academia, a ilusão, nos estendem ofertas que incluem músculos artificiais, novos peitos, pele de porcelana, e grandes espelhos, espelho, espelho meu. Mas a gente nem sabe direito onde está se metendo, e toca a correr porque ainda não vimos tudo, não fizemos nem a metade, quase nada entendemos. Somos eternos devedores.

Ordens aqui e ali, alguém sopra as falas, outro desenha os gestos, vai sair tudo bem: nada depressivo nem negativo, tudo tem de parecer uma festa, noite de estreia com adrenalina a aplausos ao final. 

Autora: Lya Luft 
Livro: Múltipla escolha Editora: Record Ano: 2010
Imagem:"Margens do Rio Sena" - Pierre Auguste Renoir Pintor francês (1841-1919)

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

TRISTEZA E DEPRESSÃO

José de Matos
Médico Psicanalista Psiquiatra

Muitas vezes, encontramos a depressão definida como uma grande tristeza. No entanto, para fins diagnósticos e abordagem terapêutica, deve-se entender melhor ambas as estruturas.

Na tristeza geralmente ocorreu uma perda à qual este sentimento decorre como uma reação. Nas perdas, menos significativas, o sentimento de luto é sentido como proporcional ao fato e não demora que se concorde com o adágio popular que diz que "vão-se os anéis mas ficam os dedos". Perder um objeto do qual se gosta, leva a uma certa sensação de "faltar algo" mas o próprio decorrer da vida, se encarregará de obter-se formas de superação e recuperação. Nas perdas mais significativas (e nesta situação incluem-se as perdas por morte), o sentimento de "faltar um pedaço" é bem mais forte. Pensando-se que guardamos arquivadas na mente, imagens acopladas a sentimentos, a falta por morte não é suficiente para "convencer a mente" que o objeto não mais existe. Qualquer sinal (uma porta batendo, ruídos de passos) pode recuperar a memória do objeto e seu sentimento, ressuscitando-o por instantes, criando uma ilusão, por segundos, que ele não se foi, para logo em seguida, haver o baque da realidade e a volta do sentimento de luto. Como se o luto fosse um processo de arrancamento gradual de cada raiz de memória e sentimento entranhado na mente. Por isso, pode ser um processo mais longo e penoso, até que se transforme em saudade.

Na depressão (denominada por Freud como melancolia) o problema é mais grave. A lesão de uma perda (que não se prende exclusivamente à morte), pode atingir camadas psíquicas bem mais profundas, causando uma verdadeira desarrumação psíquica. Digamos, no luto o objeto se perde no universo da vida ficando somente memória e sentimento como resquícios da ligação. Na depressão, o objeto se perde no universo do mundo interno, podendo manter-se com intensas cargas energéticas tumultuando todo o funcionamento do psiquismo. Por isso, diz-se que no luto, o mundo, por algum tempo, perde a graça e na melancolia o ego perde a graça e motivo para sobreviver. Por exemplo, a perda real de um personagem da vida, controvertido, vai mergulhar uma representação dentro do psiquismo com todos os paradoxos podendo, muitas vezes, transformar o morto num objeto morto/vivo interno.

Sem dúvida a psicofarmacologia evoluiu muito no tratamento das depressões mas a psicanálise pode ajudar bastante na elucidação do significado destas cargas emocionais controvertidas que, mortas/vivas continuam atuando no mundo interno.

Fonte: https://www.facebook.com/jotadematos/?ft[tn]=k&ft[qid]=6322932687262461137&ft[mf_story_key]=8638850184613696984&ft[ei]=AI%40aea692a29621a27465fbfb4fe7450ba0&ft[fbfeed_location]=1&ft[insertion_position]=1&__md__=1

terça-feira, 16 de agosto de 2016

saudade




Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade”


Caio Fernando Abreu.

sábado, 13 de agosto de 2016

Lindo texto!

Resultado de imagem para livros desenho

Heloísa Seixas
Escrito em 17/06/2001
Publicada no livro Uma Ilha Chamada Livro (2010)
Publicado também na Revista da TAG de agosto/2016


Li certa vez que Alma Mahler guardava, na sala de sua casa, o berço em que dormira na primeira infância. Era um berço antigo de madeira, tosco, desses com um dispositivo que os faz balançar docemente, ao menor toque. Ali, no bojo vazio daquela que um dia fora sua própria cama, Alma guardava seus livros prediletos.

Arrumava-os, empilhados, em várias camadas, enchendo todo o espaço onde um dia houvera um colchão, lençóis, brinquedos e uma criança – ela própria. Certamente, quando remexia nos livros, buscando algum em especial, um livro para enternecer-se, para recordar ou esquecer – que é para isso que serve reler livros prediletos –, certamente, então, seu braço, esbarrando na lateral gradeada, fazia o berço balançar. E ela os ninava, talvez sem perceber.

Essa imagem de livros queridos sendo acalentados me encheu de ternura. Assim como um dia me comoveu ler o depoimento de Isak Dinesen, falando sobre a ansiedade que sentia, em sua fazenda na África, enquanto aguardava a chegada dos livros encomendados na Inglaterra. E de como, ao recebê-los, tocava cada volume com a ponta dos dedos, como se retirasse da caixa copos de finíssimo cristal. Sabia, ao tocá-los, que aqueles seriam seus únicos exemplares durante meses, até que chegasse nova remessa. Eram um tesouro insubstituível.

“Por isso, eu torcia para que os escritores tivessem dado tudo de si ao escrevê-los”, explicou. É curioso. Porque ela própria, Isak Dinesen, escrevia assim, sem economizar, sem fazer concessões, pegando cada camada da narrativa e dissecando-a até o último fio. Escrevia dando tudo de si, entregando-se em cada linha – como se esperasse ser lida por um náufrago numa ilha deserta.

Esse amor pelos livros me comove, um amor que venho aprendendo a desenvolver, nos últimos anos. Antes, guardava meus livros de qualquer jeito, sem qualquer ordem nas estantes. E, ao lê-los, pouco me importava se os abria demais, se os virava ao contrário, se deixava a ponta da capa se enrolar numa feia orelha.

Estou mudando. Hoje, presto atenção nas pessoas que sabem cuidar bem de suas bibliotecas e observo a maneira como decidem a posição de cada volume nas estantes, o carinho com que tiram os mais antigos das prateleiras para tentar restaurar as lombadas, alisando-as cuidadosamente com goma e pincel. São gestos de uma delicadeza comovente, cuja observação me faz refletir. E, cada vez mais, tenho diante dos livros uma atitude de reverência. Olho-os e vejo como eles são puros, íntegros – como as crianças e os cristais.

Fonte: http://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2001-2/

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O MEU DEUS É LIBERAL, ENTÃO POR QUE EU NÃO SERIA?



Um grande parte dos nossos sofrimentos emocionais são causadas por conflitos entre as crenças que professamos e a forma como agimos. Muitas pessoas dizem acreditar na concepção ocidental de Deus, mas quando questionadas acerca de suas condutas, mostram-se bem distantes da essência dessa imagem.
Esse Deus ocidental é bom, amoroso, imutável, perfeito, onisciente, onipresente e onipotente, traços que por si só já o definem como eternamente centralizado e nunca polarizado. Um dos principais argumentos relacionados à essa figura é o livre-arbítrio.

Enquanto Deus é assumidamente reconhecido como liberal, a maioria dos que se dizem deístas são conservadores, tiranos, autoritários e polarizados entre esquerda e direita. São intolerantes e relativizam o peso que um mesmo evento tem quando ocorre contra ou a favor de seu pensamento.

A figura de Deus não é reguladora, não se define por Estado ou Democracia, mas sim por plena e total liberdade. Um padre poderá ser degolado e Deus nada fará para impedir isso, porque se o fizesse seria parcial, regulador e, portanto, não-Deus. Qualquer tentativa de imposição de regras, normas e conceitos convencionados define apenas o caráter das pessoas que as proclamaram, mas nunca Deus.

Moisés foi uma figura conservadora, estadista, que regulava as decisões. Pôncio Pilatos foi um democrata, que decidia pela vida ou morte de outro ser humano baseado no número de mãos levantadas. Jesus, por outro lado, foi um libertário, alguém que confiava nas próprias palavras, e que não obrigava ninguém a segui-lo ou a pensar como ele.

Se nem mesmo Deus se preocupa com a regulação, porque um grupo de pessoas o faz? Ninguém pode definir o que podemos ou não comer, fumar, vestir, pensar, transar, etc. Ninguém. Quem pensa deter esse poder baseado em interpretações tendenciosas é movido pelo próprio ego e pela ilusão de ser um intérprete de Deus.

Se quer sofrer menos, escolha seguir e amar a um Deus ou a uma filosofia que esteja de acordo com seu modus vivendi, caso contrário, estará sempre gestando conflitos intrapsíquicos inconscientes que não lhe permitirão viver em paz, pois sempre haverá incômodo na forma como os outros vivem suas vidas.

Eu não sou de esquerda, não sou de direita e não sou de centro, eu sou livre, pois minha referência de conduta é o Deus ocidental e se Ele me disse que eu posso fazer o que bem entender arcando com as consequências, não será um grupo de doutores da lei que me convencerá do contrário.

domingo, 31 de julho de 2016

Prática da presença de Deus


Quando vires um lindo pôr-do-sol, pensa contigo mesmo: "É Deus pintando o céu". Ao fitar o rosto de cada pessoa que encontrares, pensa interiormente: "É Deus que assumiu esta forma". Aplica esta linha de pensamento a todas as experiências: "O sangue no meu corpo é Deus; a razão na minha mente é Deus; o amor em meu coração é Deus; tudo o que existe é Deus".

Paramahansa Yogananda, Lições da SRF

Que triste!

Que triste, à noite, no passar do vento,
O transvasar da imensa solidão
Para dentro do nosso coração,
Por sobre todo o nosso pensamento.

No sossego sem paz se ergue o lamento
Como de universal desolação,
E o mistério, e o abismo e a morte são
Sentinelas do nosso isolamento.

"Stamos sós com a treva e a voz do nada.
Tudo quanto perdemos mais perdemos.
De nós aos que se foram não há "strada.

O vácuo incarna em nós, na vida; e os céus
São uma dúvida certa que vivemos.
Tudo é abismo e noite. Morreu Deus.

II

"Stou só. A atra distância, que infinita
A alma separa de outra, se alargou.
Em mim, porém, meu ser se unificou.
Sou um universo morto que medita.

Se estendo a mão na solidão aflita,
Nada há entre ela e aquilo que tocou.
Satélite de um astro que findou,
Rodeio o abismo, "strela erma e maldita.

Não há porta no cárcere sem fim
Em que me vivo preso. Nunca houve
Porta neste meu ser que finda em mim.

Vivo até no passado a solidão.
Na erma noite agora o vento chove
E um novo nada enche-me o coração...

III

Evoco em vão lembranças comovidas -
Quadros, afectos, rostos e ilusões
São pó - pó frio, cinza sem visões,
E são vidas ou cousas já vividas.

Quê? Até do passado sinto vivas
As cousas que fui eu. Que solidões
Me sinto!

E, sem orgulho de ser todo o Inferno
E vivo em mim a angústia insuperável
Do ermo que se sente vácuo e eterno.

FERNANDO PESSOA, 22 DE JULHO DE 1925

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Altos e baixos

Martha Medeiros

"Seja qual for o caminho que optarmos seguir, haverá altos e baixos. E isso é tudo. Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: e se eu tivesse feito diferente?.

O diferente teria sido melhor e teria sido pior. Então o jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo."

terça-feira, 26 de julho de 2016

Ninguém...

Ninguém poderá carregar os fardos de suas dores. Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência. Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você, indefinidamente. Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho.
Liberte-se delas, com o trabalho da auto-iluminação.

Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Tudo que acontece de ruim é para melhorar


Paulinho Moska

É tão difícil a gente caminhar,
Quando uma estrada não esta mais lá
E ter que construir o próprio chão,
Com as incertezas que tiver


Em cada curva pra lá e pra cá,
Qualquer desvio pode transformar
A ponta de um universo em explosão,
Coisas pr’um futuro que vier

E tudo que foi dor um dia,
Noutro dia será dia de continuar
Caminhando sob o sol,
Até o amor se reinventar

Vida que a gente aprende,
Tudo que acontece de ruim é para melhorar
Tudo que acontece de ruim é para melhorar
É para melhorar
É para melhorar
É para melhorar
______________________________________________________
Uma das letras mais bonitas da atualidade. Ainda encontramos alguém que pensa...

sábado, 23 de julho de 2016

Hitler: o médium das trevas



ISBN 9788582910467
Autor Jean Prieur
Gênero Biografia Espírita
Páginas 328
Selo/Editora Lachâtre
Formato 15,5 x 22,5

Adepto de seitas que utilizam a mediunidade, Hitler tornou-se um instrumento das forças mais tenebrosas de nosso planeta, que o protegiam e inspiravam. Do outro lado, a espiritualidade superior atuou intensamente não apenas para atender e consolar os milhões de almas que viviam sofrimentos superlativos, mas para impedir que o representante das trevas assumisse o domínio do mundo.
Jean Prieur

O AUTOR
O mais importante escritor espírita francês da atualidade!

NASCEU NO INÍCIO da Primeira Guerra Mun­dial, no dia 10 de novembro de 1914, na cidade de Lille, França, então ocupada pelo exército alemão. Foi aluno dos liceus Buffon e Condorcet e diplomado pela Es­cola Livre de Ciências Políticas. Desde cedo, demonstrou gosto pronunciado para a história e a literatura. Escritor, historiador, pesquisador, autor dramático, é professor de francês e autor de numerosos estudos sobre história e espiritismo.

Prieur iniciou a sua carreira literária em 1932 com a obra O mortal anacronismo. Após um primeiro emprego na Exposição Internacional de 1937, sucedeu, em 1938, à Georges Arnaud como editor na União Nacional das Associações de Turismo. No ano seguinte tornou-se professor de francês e latim na Escola de Guyenne, em Sainte Foy-la-Grande (Gironde). Antes da ocupação de Bordéus, em junho de 1940, obteve seu certificado de literatura francesa. Em seguida, recebeu o certificado de estudos latinos em Toulouse, e terminou a sua licenciatura em letras, nas cidades de Lião e Paris. Em 1945, foi editor do Jornal Falado de Radiodifusão. A partir de 1947, tornou-se professor de língua e de cultura francesa em Bonn, Colônia, e no Instituto Francês de Berlim. Em seguida, as­sumiu a mesma função nas universidades populares em Jönköping (Suécia) e Fredrikstad (Noruega). De 1958 a 1978, lecionou na Aliança Francesa, em Paris. Em dezembro de 1994, Jean Prieur foi condecorado com a Medalha de Vermeil da Cidade de Paris (da Academia Francesa) por todo seu trabalho. 

No  ano (2014), Jean Prieur completou cem anos de idade de uma existência em que, em meio a tantas atividades, escreveu e publicou cerca de sessenta livros, entre obras de literatura e ensaios, muitas de temática espírita.

Fonte: http://www.lachatre.com.br/loja/autores/j-k-l/jean-prieur.html