sábado, 13 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Mar Traiçoeiro
"O Reino de Deus é comparado a um homem que lança a sua barca nas águas calmas do mar, na expectativa de pescar para o próprio sustento, mas quando se encontra preparado para atirar as redes redes, as águas se encrespam açoitadas pelos ventos rudes e se tornam ameaçadoras, diante de nuvens carregadas e sombrias. Mas ele confia nos remos frágeis e nos braços fortes, insistindo sem temor, até que a tempestade passa e tudo se acalma, facultando-lhe recolher o fruto da paciência e da perseverança. Ao retornar à praia, com o barco carregado de peixes, comentando sobre as ameaças da tormenta, por mais que os outros desejem entende-lo, somente ele sabe o que sofreu e lutou, porque somente ele foi testemunha do desafio e da provação. O mesmo se dá com aquele que sai na busca do Pai no mar traiçoeiro da Humanidade, e não desanima, nem temem as ocorrências infelizes, porque sabe que, um pouco depois, chega a hora do encontro..."
Trecho do novo livro de Amélia Rodrigues, ditado ao Médium Divaldo Pereira Franco, VIVENDO COM JESUS. (LINDO LIVRO!)
domingo, 7 de julho de 2013
Bilhete
Mário Quintana
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos
telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho,
Amada,
que a vida é breve, e o amor
mais breve ainda...
Fábula Budista
Há
tempos, um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia. Viviam
felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas. Ele
imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma
enorme rede e as levava numa cesta para vender. Mas uma das codornas era muito
sábia e disse:
"Irmãs! Elaborei um plano muito bom. No
futuro, assim que o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por
dentro de uma malha e todas alcançaremos voo juntas, levando-a conosco. Depois
de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e
fugiremos".
Todas concordaram com o plano. No dia
seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia
codorna havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram. Enquanto o
caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de
voltar para casa.
Isso aconteceu durante várias tentativas, até
que afinal a mulher do caçador se aborreceu e indagou.
"Por que você nunca mais conseguiu pegar
nenhuma codorna ?"
O caçador respondeu: "O problema é que
todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si. Se ao menos elas
começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las."
Dias depois, uma das codornas acidentalmente
esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão.
"Quem esbarrou na minha cabeça ?",
perguntou raivosamente a codorna ferida. "Não se aborreça. Não tive a
intenção de esbarrar em você", disse a primeira.
Mas a irmã agredida continuou a discutir:
"Eu sustentei todo o peso da rede! Você não ajudou nem um pouquinho!",
gritou.
A primeira então se aborreceu e em pouco tempo
estavam todas envolvidas na disputa. Foi quando o caçador percebeu a sua
chance. Imitou o chamado das codornas e jogou a rede sobre as que se
aproximaram. Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se
ajudaram a içar a rede. Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as
codornas dentro da cesta.
Enquanto isto, a sábia codorna reuniu as
amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões dão origem
a infortúnios.
de Fábulas Budistas
quarta-feira, 3 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
A Escolha de Sofia - outra relíquia
Outro
dia, tive a oportunidade de encontrar o livro A Escolha de Sofia de Wylliam Styron.
Com a releitura do livro lembrei da
época em que assisti o filme e de como a história de Sofia tinha mexido comigo
naquele tempo. Sofia era uma polonesa, não judia, que tinha sido apanhada pelos
nazistas juntamente com seus dois filhos e, no momento de fazerem a triagem para
encaminhá-los para o campo de concentração, por ela não ser judia, os nazistas lhe
deram o direito de escolher, entre os seus dois filhos, apenas um para ir de imediato
para as câmaras de gás. Meryl Streep,
mas bela do que nunca, fez uma cena inesquecível. Uma cena para ser lembrada em
todos os nossos momentos de grandes escolhas, é claro que escolhas numa escala infinitamente menor. Seis anos
depois de ter assistido esse filme, aos 28 anos, eu tive que fazer uma escolha
bem difícil. Eu tinha que escolher entre cuidar daqueles que estavam sob minha
responsabilidade ou cuidar da minha própria vida, construindo minha própria
família, porque, na ocasião, não havia um meio termo. Naquele momento eu
lembrei muito de Sofia e também em outros momentos de escolhas difíceis pelas
quais passei depois. O filme é muito fiel a história contada no livro, mas o
livro é muito mais intenso, mais completo, principalmente se lido após ter assistido o filme, porque a
beleza de Meryl Streep vem a nossa mente sempre que nos deparamos com Sofia no
livro.
Sinopse do filme:
Com brilhante interpretação de Meryl Streep, A
Escolha de Sofia é um filme denso, emocionante. Sofia (Streep) é uma polonesa
que sobreviveu aos horrores de um campo de concentração nazista, durante a
Segunda Guerra Mundial. Agora, ela tenta reconstruir sua vida nos Estados
Unidos. Passa a viver entre o amor inconstante da Nathan (Kevin Kline), que lhe
devolve a vontade de viver, e a devoção do amigo Stingo (Peter MacNicol), mas
ainda é atormentada pelo fantasma da escolha que foi obrigada a fazer em
Auschwitz. Um filme grandioso, com Meryl Streep numa de suas atuações mais
marcantes, vencedora do Oscar® de Melhor Atriz.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Última Ceia - curiosidade
No tempo de Jesus já era universal o uso das pessoas se reclinarem para comer.
Em regra, somente três pessoas se acomodavam em cada leito, mas ocasionalmente quatro, e até cinco.
Os leitos estavam providos de almofadas, sobre as quais se firmava o cotovelo esquerdo, ficando livre o braço direito.
Do livro: Estamos Prontos - Hammed - Médium: Francisco do Espírito Santo Neto
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Os onze sinais de paz interior
Medite em cada um
deles e sinta a força que emana de seu coração:
1. Perda de interesse em conflito;
2. Ataques frequentes de sorrir;
3. Esmagadores ataques frequentes de
apreciação;
4. Perda de desejo de julgar os outros;
5. Capacidade inconfundível de apreciar cada
momento;
6. Tendência a pensar e agir espontaneamente
ao invés de medo baseado na experiência do passado;
7. Perda de interesse em interpretar as ações
dos outros;
8. Perda da capacidade de se preocupar (um
sintoma grave);
9. Sentimentos satisfeitos de conexão para com
o outro e da natureza;
10. Aumentando a susceptibilidade a amor
prorrogado por outros, bem como uma incontrolável vontade de estendê-lo;
11. Tendência crescente para deixar as coisas
acontecerem ao invés de fazer as coisas acontecerem.
Desconheço
a autoria.
Imagem retirada do SITE: http://anahataespaoterapeutico.blogspot.com.br/2013/01/transformando-doenca-e-o-sofrimento.htmlTransitoriedade
Certa vez, uma pequena onda do oceano percebeu
que ela não era igual às outras ondas e disse:
- Como sofro! Sou
pequena, e vejo tantas ondas maiores e mais poderosas do que eu! Sou na verdade
desprezível e feia, sem força e inútil...
Outra onda do oceano lhe escutou e disse:
- Tu sofres porque
não percebes a transitoriedade das formas, e não enxergas tua natureza
original. Anseias egoisticamente por aquilo que não és, e mergulhas em
autopiedade!
- Mas, - replicou a
pequena onda - se não sou realmente uma pequena onda, o que sou?
- Ser onda é
temporário e relativo. Não és onda, és água!
- Água? E o que é
água?
- Usar palavras
para descrevê-la não vai levar-te à compreensão. Contemples a transitoriedade à
tua volta, tenhas coragem de reconhecer esta transitoriedade em ti mesma. Tua
essência é água, e quando finalmente vivenciares isso, deixarás de sofrer com tua egóica
insatisfação...
Recebi de Claire Gobert – desconheço a autoria
sábado, 22 de junho de 2013
Despedida
Martha Medeiros
Existem
duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
Imagem retirada do site: http://www.essaseoutras.xpg.com.br/diferenca-entre-sentimentoemocao-e-razao-ser-emocional-ou-racional/
Minha alma tem pressa
Rubem Alves
Contei
meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora...
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte...
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas.
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade....
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora...
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte...
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas.
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade....
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Encerrando Ciclos
Sempre
é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer
nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras
etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando
capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os
momentos da vida que já se acabaram.
Foi
despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou
a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A
amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você
pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para
si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram
certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem
subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para
todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã,
todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos
sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém
pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos
ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou
rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já
foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As
coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir
embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir
recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os
livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar
ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas
marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que
devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio,
que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre
ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o
estará apenas envenenando, e nada mais.
Não
há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas
de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são
adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é
preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se
de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada
é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode
mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do
orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já
não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa,
sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Gloria
Hurtado(Nota: o texto Encerrando Ciclos não é de Fernando Pessoa ou de Paulo Coelho)
Imagem retirada do site: http://blogdaroxana.blogspot.com.br/2009/07/fadas-sao-elementais-do-ar-cuidam-da.html
sábado, 15 de junho de 2013
Quando eu for somente um sonho
Por PARAMAHANSA YOGANANDA
Venho para falar
Dele a todos,
De como guardá-Lo
no peito
E da disciplina que
atrai Sua graça.
A ti, que me
pediste
Guiar-te à presença
do meu Bem-amado,
Com minha
silenciosa mente te advertirei,
Ou falarei contigo,
através de um doce e expressivo olhar,
Sussurrarei
baixinho com a voz do meu amor,
Ou te alertarei em
voz alta quanto te afastares Dele.
Mas quando eu me
tornar apenas uma lembrança
Ou imagem mental,
ou voz silenciosa,
Quando nenhum apelo
terrestre revelar
Meu paradeiro no
espaço insondável,
Quando nenhuma leve
súplica ou ordem severa
Trouxer de mim uma
resposta,
Sorrirei na tua
mente quando estiveres certo,
E quando errares, chorarei através de meus olhos,
Fitando-te
veladamente na escuridão.
E chorarei através
de teus olhos talvez;
E murmurarei
através de tua consciência,
E raciocinarei
contigo usando da tua razão,
E amarei todos
através do teu amor.
Quando não mais
puderes me falar,
Lê meus
"Sussurros da Eternidade";
Por meio deles,
falarei contigo eternamente.
Incógnito,
caminharei a teu lado
Protegendo-te com
braços invisíveis.
E assim que
conheceres o meu Bem-amado
E ouvires a Sua voz
no silêncio,
Reconhecer-me-ás
novamente, mais tangível
Do que me
conheceste na Terra.
Mas quando eu for
somente um sonho para ti,
Voltarei para te lembrar que também não passas
De um sonho do meu
Bem-amado Celestial.
E quando souberes
que és um sonho, como eu agora sei,
Estaremos despertos
Nele para sempre.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
A Última Estação
Morte
de Liev Tolstói, um dos maiores escritores de todos os tempos, foi precedida de
momentos conturbados. Em A ÚLTIMA ESTAÇÃO, Jay Parini apresenta um olhar
fascinante sobre um gênio torturado por seus ideais nos últimos momentos de sua
vida.No ano de 1910, o autor de Guerra e Paz e Anna Karenina é o escritor mais
famoso de toda a Rússia e um dos mais lidos em todo o mundo. Mas o sucesso tem
seu preço. À beira de completar 82 anos, frustrado pela contradição entre a
doutrina de pobreza e castidade que pregava e a realidade de sua própria
riqueza material e da vida de luxos que leva por insistência da esposa, ele
arquiteta uma fuga dramática. Em outubro daquele ano, o escritor toma a decisão
de abandonar tudo, inclusive a mulher e os treze filhos, deixando sua casa para
viajar na companhia de amigos. Mas a saúde frágil o trai e ele é obrigado a
interromper a jornada. Doente demais para seguir viagem, ele acaba na estação
ferroviária de Astapova, acreditando que morrerá; sozinho. Jornalistas acampam
em volta do local esperando notícias do maior escritor da Rússia. Baseado nos
diários deixados por amigos, familiares e pelo próprio Tolstói, Jay Parini
recria o último ano da vida do grande vulto das letras russas até aos
derradeiros momentos que se seguem à sua dramática e desesperada fuga de casa.
Verdade e ficção são primorosamente combinadas nas vozes daqueles mais próximos
a ele, e a tensão entre a exagerada esposa Sofia Andrêievna – com quem Tolstói
mantém uma relação tempestuosa – e o dedicado discípulo Tchertkov torna este
romance histórico hipnotizante. Retrato excepcional e envolvente da mente
brilhante e da alma do mestre da literatura russa, A ÚLTIMA ESTAÇÃO é
indispensável para todos que almejam conhecer Liev Tolstoi – o homem e o
escritor. O romance deu origem ao filme estrelado por Helen Mirren, Cristopher Plummer e James McAvoy, com estréia prevista
ainda para 2009.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Sintomas de Saudade
Marisa Monte
Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em vocêAgora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você e como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor, eu tomo conta de você
Mas te quero livre tambémComo o tempo vai o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo, porque eu te adoro cada vez maisEu só quero que você siga para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você e como eu te quero tanto bemAonde for não quero dor, eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Mas te quero livre tambémComo o tempo vai o vento vem
Que eu te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Envelhecer
Albert
Camus
Envelhecer
é o único meio de viver muito tempo.
A
idade madura é aquela
na
qual ainda se é jovem,
porém
com muito mais esforço.
O
que mais me atormenta
em
relação às tolices de minha juventude,
não
é havê-las cometido…
é
sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer
é passar da paixão
para
a compaixão.
Muitas
pessoas não chegam aos oitenta
porque
perdem muito tempo
tentando
ficar nos quarenta.
Aos
vinte anos reina o desejo,
aos
trinta reina a razão,
aos
quarenta o juízo.
O
que não é belo aos vinte,
forte
aos trinta,
rico
aos quarenta,
nem
sábio aos cinquenta,
nunca
será nem belo,
nem
forte,
nem
rico,
nem
sábio…
Quando
se passa dos sessenta,
são
poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os
jovens pensam que os velhos são bobos;
os
velhos sabem que os jovens o são.
A
maturidade do homem
é
voltar a encontrar a serenidade
como
aquela que se usufruía
quando
se era menino.
Nada
passa mais depressa que os anos.
Quando
era jovem dizia:
“verás
quando tiver cinquenta anos”.
Tenho
cinquenta anos
e
não estou vendo nada.
Nos
olhos dos jovens arde a chama,
nos
olhos dos velhos brilha a luz.
A
iniciativa da juventude
vale
tanto quanto a experiência dos velhos.
Sempre
há um menino em todos os homens.
A
cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os
jovens andam em grupo,
os
adultos em pares
e
os velhos andam sós.
Feliz
é quem foi jovem em sua juventude
e
feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos
desejamos chegar à velhice
e
todos negamos que tenhamos chegado.
Não
entendo isso dos anos:
que,
todavia, é bom vivê-los, mas
não
tê-los.”
sábado, 1 de junho de 2013
Linda M. Ellis
Leio
sobre um homem que se pôs de pé para falar
No
enterro de uma amiga.
Referiu-se
sobras datas em seu tumulo
Do
principio - ao fim.
Percebeu
que primeiro vinha a data do nascimento
E
falou da data seguinte com lagrimas,
Mas
disse que o que mais importava
Era
o travessão entre aqueles anos.
Porque
o travessão representa todo o tempo
Que
ela passou viva na terra...
E
agora só aqueles que a amaram
Sabem
o que vale aquele pequeno sinal.
Porque
não importa o que possuímos:
Os
carros... A casa... O dinheiro.
Importa
como vivemos e amamos
E
o que fizemos no espaço do travessão.
Pense
então nisso longamente, intensamente...
Há
coisas que você gostaria de mudar?
Porque
nunca sabemos o tempo que nos resta.
(podemos
estar na metade do travessão).
Se
pudéssemos apenas diminuir o ritmo
Para
avaliar o que é verdadeiro e autêntico
E tentássemos sempre compreender
Como
os outros se sentem.
E
termos menos rapidez na raiva,
E
demostrarmos mais apreço
E
amarmos as pessoas da nossa vida
Como
nunca amamos antes.
Se
tratarmos uns aos outros com respeito,
E
sorrirmos com mais frequência...
Lembrando-nos
que este travessão especial
Pode
durar só mais um instante,
Assim
quando lerem seu louvor,
E
o que fez na vida for revisto...
Você
sentiria orgulho daquilo que fosse dito
Sobre
como viveu seu travessão?
O último poema
Manoel Bandeira
Assim eu
quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
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