domingo, 17 de março de 2013

Poeminha Amoroso

 
Cora Coralina
Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...
Imagem retirada do site: http://naturezaeminhapaixao.blogspot.com.br/

Uma Pequena Folha

 
Pablo Neruda
Tu eras também uma pequena folha,
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube  que ias comigo,
até que as tuas raízes  atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Curiosidades

           Entre os séculos VIII e XI... invenções e descobertas permitiram elevar substancialmente a quantidade e a qualidade da produção agrícola. O arado pesado e munido de rodas, que possibilitava uma lavra mais profunda e maior movimentação  da terra, foi uma delas. Esse tipo de arado requeria, para arrastá-lo, amimais lavradeiros, e a experiência mostrar que o boi e o cavalo, possuidores da mesma força de tração, apresentavam algumas diferenças importantes: o cavalo é 50% mais rápido e mais resistente que o boi. Munidos de pescoço longo, os cavalos não podiam usar os mesmos arreios que os bois, sob pena de serem sufocados. Foi inventado então o colar rígido, com uma correia que passava sobre o peito, permitindo ao animal realizar o esforço sem perigo de estrangulamento. Outro ponto frágil dos equinos, a  fragilidade  de seus cascos, foi superado com a fabricação da ferradura.
.....
          Novidades também surgiram no terreno da técnica militar. A colocação do estribo e do arção no cavalo permitiu ao cavaleiro cravar-se firmemente no lombo do animal. Podia assim usar as armas, sobretudo a lança, com maior eficácia e potência. Paulatinamente foram se desenvolvendo as defesas metálicas desse tipo de cavaleiro, tanto sobre seu corpo como sobre o animal, até transformar-se numa espécie de tanque de guerra. Nascia desse modo a cavalaria pesada, que teve um papel notável nos embates e conquistas contra outras culturas.
 
             Trecho do livro Igreja Medieval: a cristandade latina- José Luiz Del Roio –Editora Ática

quinta-feira, 14 de março de 2013

Poema

Eu sou eu.
Você é você
Não vim ao mundo pra satisfazer suas expectativas
nem você as minhas.
Se em algum momento nos encontramos, pode ser lindo
senão... nada há por fazer.
Siga seu caminho, seja feliz!
Eu sou feliz!
(desconheço o autor - poema recebido da querida Mary Campus)

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Pássaro Dourado

Emmanuel 

Conta-se que Ramsés II possuía enorme coleção de pássaros treinados para comunicação, aves semelhantes aos pombos-correio da atualidade.

Depois de algum tempo em que os mensageiros alados desempenhavam serviços de intercâmbio, com segurança e eficiência, a magnanimidade real deliberou honorificar seis deles, que se revelavam mais corajosos e fiéis.

Atendendo a isso, o grande sesostris colocou a homenagem, entre os diversos números de festa popular.

A condecoração constaria de um leve revestimento de ouro para cada um.

No dia marcado, conquanto sob severa contenção, cinco dos pássaros em destaque escaparam céus afora.

Apenas um deles ficou retido nas mãos  de alto funcionário, ante a real presença.

O faraó aproximou-se com carinho e borrifou-lhe o corpo, especialmente as asas, com finíssima poeira de ouro puro, sob os aplausos da multidão.

O pássaro condecorado, entretanto, embora liberto, permaneceu em vasta mesa do palácio, a contorcer-se, qual se quisesse desfazer-se do precioso  brinde, sempre reverenciado por todos no entanto,  nunca mais conseguiu voar.

Da Obra “Agora É O Tempo” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier. / Imagem retirada de: http://bloguinho-infantil.blogspot.com.br/2010/10/o-passarinho-dourado.html


sábado, 2 de março de 2013

União Infeliz


Dolorosa, sem dúvida, a união considerada menos feliz. E, claro, que não existe obrigatoriedade para que alguém suporte, a contragosto, a truculência ou o peso de alguém, ponderando-se que todo espírito é livre no pensamento para definir-se, quanto às próprias resoluções. Que haja, porém, equilíbrio suficiente nos casais jungidos pelo compromisso afetivo, para que não percam a oportunidade de construir a verdadeira libertação.

Indiscutivelmente, os débitos que abraçamos são anotados na Contabilidade da Vida; todavia, antes que a vida os registre por fora, grava em nós mesmos, em toda extensão, o montante e os característicos de nossas faltas.

A pedra que atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece conosco na figura de sofrimento. E, enquanto não se remove a causa da angústia, os efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em definitivo, se não a eliminamos na origem do mal.

Nas ligações terrenas, encontramos as grandes alegrias; no entanto, é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isso porque, embora não percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na companheira da vida íntima, os reflexos de nós próprios.

É natural que todas as conjugações afetivas no mundo se nos figurem como sendo encantados jardins, enaltecidos de beleza e perfume, lembrando livros de educação, cujo prefácio nos enleva com a exaltação dos objetivos por atingir. A existência física, entretanto, é processo específico de evolução, nas áreas do tempo, e assim como o aluno nenhuma vantagem obterá da escola se não passa dos ornamentos exteriores do educandário em que se matricula, o espírito encarnado nenhum proveito recolheria do casamento, caso pretendesse imobilizar-se no êxtase do noivado.

Os princípios cármicos desenovelam-se com as horas. Provas, tentações, crises salvadoras ou situações expiatórias surgem na ocasião exata, na ordem em que se nos recapitulam oportunidades e experiências, qual ocorre à semente que, devidamente plantada, oferece o fruto em tempo certo.

O matrimônio pode ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede de que os dias subsequentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás.

A mudança espera todas as criaturas nos caminhos do Universo, a fim de que a renovação nos aprimore.

A jovem suave que hoje nos fascina, para a ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã a mulher transformada, capaz de impor-nos dificuldades enormes para a consecução da felicidade; no entanto, essa mesma jovem suave foi, no passado - em existências já transcorridas -, a vítima de nós mesmos, quando lhe infligimos os golpes de nossa própria deslealdade ou inconsequência, convertendo-a na mulher temperamental ou infiel que nos cabe agora revelar e retificar. O rapaz distinto que atrai presentemente a companheira, para os laços da comunhão mais profunda, bastas vezes será provavelmente depois o homem cruel e desorientado, suscetível de constrangê-la a carregar todo um calvário de aflições, incompatíveis com os anseios de ventura que lhe palpitam na alma. Esse mesmo rapaz distinto, porém, foi no pretérito - em existências que já se foram - a vítima dela própria, quando, desregrada ou caprichosa, lhe desfigurou o caráter, metamorfoseando-o no homem vicioso ou fingido que lhe compete tolerar e reeducar.

Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois - somente depois - surpreender nesse alguém defeitos e nódoas que antes não víamos, estamos à frente de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferir-nos justamente nos pontos em que a prejudicamos, no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas, sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as leis do destino. A união suposta infeliz deixa de ser, portanto, um cárcere de lágrimas para ser um educandário bendito, onde o espírito equilibrado e afetuoso, longe de abraçar a deserção, aceita, sempre que possível, o companheiro ou a companheira que mereceu ou de que necessita, a fim de quitar-se com os princípios de causa e efeito, liberando-se das sombras de ontem para elevar-se, em silenciosa vitória sobre si mesmo, para os domínios da luz.
  Pelo Espírito Emmanuel/ Médium: Francisco Cândido Xavier/Do livro: Vida e Sexo
 Imagem retirada do site: http://bemqueeuqueria.blog.terra.com.br/category/sem-categoria/

sábado, 23 de fevereiro de 2013

A Roda da Vida

É fascinante a forma como o Universo coloca em nossas mãos o que precisamos. Um amigo, muito querido, me presenteou com o livro A Roda da Vida, que tem me feito pensar sobre muitas coisas. Na verdade, o objetivo dele ao me presentear era fortalecer a minha aceitação e compreensão da morte, mas o livro traz tantas lições que, de repente, o objetivo maior do presente ficou em segundo plano e o ensinamento sobre qual o nosso papel na vida aparece com mais força que todos os outros. São poucos os exemplos  de pessoas  que tem essa postura universal diante da vida. O ser humano em geral foca sua atenção apenas  em si mesmo. É muito bom quando nos deparamos com um exemplo assim, que nos leva a questionamento tão importante sobre o que estamos fazendo na ou da nossa vida, porque nos leva refletir e mudar. E mudar é muito bom!!!
 


Elisabeth Kübler-Ross, médica, é a mulher que mudou a maneira como o mundo pensava sobre a morte e o morrer. Através de seus vários livros e muitos anos de trabalho com crianças, pacientes de AIDS e idosos portadores de doenças fatais, Kübler-Ross trouxe consolo e compreensão para milhões de pessoas que tentavam lidar com a própria morte ou com a de entes queridos. Hoje, enfrentando a perspectiva da morte aos setenta e um anos, essa médica internacionalmente famosa conta a história de sua vida e aprofunda sua verdade final - a morte não existe. Escrita com franqueza e entusiasmo, a autobiografia de Kübler-Ross reconstitui o desenvolvimento intelectual e espiritual de um destino. As convicções que enfrentaram dogmas, preconceitos e críticas, já estavam presentes na menina suíça, quando a jovem Elisabeth se viu pela primeira vez diante das injustiças do mundo e jurou acabar com elas. Sua história é uma aventura do coração, vigorosa, controvertida, inspiradora e um legado.
Sinopse retirada do site: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=190984&sid=62134918315223319129500874

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Anel

Autor desconhecido
"Venho aqui, mestre, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O mestre, sem olhá-lo, disse: - Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudá-lo; devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez, depois. E, fazendo uma pausa, falou:

- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

- C... Claro, mestre, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu mestre.

O mestre tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:


- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender este anel, porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenha o máximo possível pelo anel, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado e começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele; só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.


Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro, e recusava as ofertas.


Depois de oferecer a joia a todos os que passaram pelo mercado,  abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel; assim, livraria a preocupação de seu professor, podendo receber ajuda e conselhos.


Entrou na casa e disse: - Mestre, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez, pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.


- Importante o que disse meu jovem, contestou sorridente.


- Devemos saber, primeiro, o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.


O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou-o e disse:


 - Diga ao seu Mestre que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

- 58 MOEDAS DE OURO!!! Exclamou o jovem.


- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...


O jovem correu, emocionado, à casa do mestre para contar o que ocorreu.


- Senta, disse o mestre. Depois de ouvir tudo o que o jovem lhe contou, disse:


- Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um “expert”. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor??? Dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.


- Todos somos como esta joia: valiosos e únicos.

Andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem... porém ninguém, além do Grande Joalheiro, sabe o nosso valor!!! Ninguém pode lhe fazer sentir inferior sem seu consentimento.


 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Almas Gêmeas

 
Joanna de Ângelis
“Pessoas imaturas, sonhadoras e  fantasistas mantêm o sentimento de amor dentro do padrão lúdico, vivendo em busca de sua alma gêmea, a fim de completar-se,  como se os indivíduos fossem metades aguardando a outra parte.
As almas  nascem gêmeas nos sentimentos universais, nos ideais de engrandecimento, na grande família, na qual se destacam os Espíritos mais evoluídos, capazes de gestos nobres da renúncia e da abnegação em favor daqueles a quem amam e, por extensão, por todas as criaturas...
Desejando-se a alma gêmea,  intimamente anela-se por encontrar alguém disposto a servir e estando sempre presente nas necessidades, sem pensar-se na retribuição e nos cuidados que devem ser mantidos por sua vez.”
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Saudade

Pablo Neruda
Saudade  é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Imagem retirada de: http://www.soniamoura.com.br/?p=1548

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Uma Relíquia: Papillon - o homem que fugiu do inferno


http://www.youtube.com/watch?v=NZ_jJs-qn5s

O filme Papillon – O Homem que Fugiu do Inferno produzido em 1973. É um filme norte-americano realizado por Franklin J. Schaffner e estrelado por Steve McQueen, Dustin Hoffman, Victor Jory, Don Gordon e Anthony Zerbe. O argumento é da autoria de Lorenzo Semple Jr. e Dalton Trumbo, adaptando o livro autobiográfico de Henri Charrière com o mesmo nome. Conta a história de um homem injustamente preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A história se passa nos anos 30, contando a fascinante história verídica de Henri Charrière, interpretado por Steve McQueen, um homem conhecido por Papillon por ter tatuada no peito uma grande borboleta (que, em francês, é "papillon"). Apesar de reclamar inocência da acusação de assassinato, é condenado à prisão perpétua e enviado para cumprir a sentença na costa da Guiana Francesa, próximo à Ilha do Diabo. É também avisado de que qualquer tentativa de fuga será punida com dois anos de permanência na solitária, passando a cinco anos se houver reincidência. Todavia, isso não assusta Papillon.
 
Eu era adolescente  – não façam contas – e tive que fazer loucuras  para assisti-lo, porque ele era proibido para menores de 18 anos e ainda me faltavam cinco anos para eu chegar lá. Mesmo assim consegui assisti-lo várias vezes. Papillon se tornou meu herói  pela sua coragem e pelo seu amor à liberdade.  Nunca soube de ninguém que tivesse tanta garra para lutar por alguma coisa quanto Papillon. Ser livre era tudo que importava  para ele e todos os comentários que eu encontrava sobre o filme eram unanimes em afirmar que a história era verídica, o que a tornava mais fascinante ainda. Sempre durante toda a minha vida, nos momentos de sufoco, principalmente quando trabalhava como contadora, eu sempre lembrava  daquela  última cena do filme em que Papillon flutuava  sobre o mar em um saco de coco.  Desconfio que me identifiquei  com Papillon, porque em meu coração também havia a mesma ânsia de liberdade e a mesma força para lutar pelas coisas da vida ou será que foi a vida que sempre me colocou em situações em que precisei  ser um pouco Papillon? Mas isso não importa.

Hoje, quarenta anos depois, consegui em um grupo de troca de livros o livro Papillon.

Exatamente em um momento que eu estava precisando de toda coragem de Papillon. Coincidência?!  Pois bem, o livro é de encantar o coração e mostra que o filme passa apenas parte da história, que a riqueza de detalhes que traz o livro nos faz identificar muitas diferenças. No filme Louis Dega não se encontra entre os prisioneiros que fugiram com Papillon. Os fugitivos são Papillon, Maturette e Clousiot – que foi substituído por Dega no filme.  Também encontramos no livro um Papillon com 25 anos de idade e Steve McQueen tinha 43 anos na ocasião, pois foi sete anos antes da morte dele em 1980. Isso faz muita diferença. Sem desmerecer a beleza de Steve McQueen:
 
Finalmente a música, tema do filme,  nomeada  para o Oscar de melhor trilha sonora, da autoria de Jerry Goldsmith : http://www.youtube.com/watch?v=t9v9-QQsGeI

Site consultado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Papillon. Acesso:  4 de fevereiro de 2013;
Livro consultado: CHARRIÈRE, Henri. Papillon: O Homem que Fugiu do Inferno. 18ª ed. São Paulo: DIFEL,1986.

Muiiiiito obrigada!!!!!!!!!


Com a partida de minha mãe, em 27 de janeiro, não podia deixar de aproveitar esse espaço para deixar registrada minha gratidão a todos meus amigos, tão queridos, que me ajudaram tanto nessa travessia tão difícil, que foi esse período de toda essa doença da minha mãe. Sem vocês eu não teria conseguido.

Agradeço pela ajuda material, que me sustentou durante quase  dois anos de desemprego, que precisei parar de trabalhar para cuidar dela; agradeço pela ajuda inestimável, que permitiu o internamento dela em um bom Hospital, o Hospital da Mulher de Fortaleza,  proporcionando a ela uma morte digna,  recebendo cuidados tão especiais no final de sua vida; agradeço as receitas, os remédios, os atestados; agradeço pelas ligações diárias e preocupações constantes comigo e com ela; agradeço pelas orações, vibrações e mensagens que recebi diariamente, por telefone e pela internet;  agradeço pela paciência com meus desabafos nesses papos no google/facebook , às vezes, altas horas da noite; agradeço aos amigos que ajudaram doando seu próprio sangue para benefício dela e, enfim, ainda são tantas coisas que tenho para agradecer...

Sinto-me muito endividada, mas para me colocar de prontidão para fazer o mesmo por vocês seria necessário que vocês passassem algo parecido com o que eu passei, para, assim, precisarem de tamanha ajuda e disso nenhum de vocês é merecedor. Portanto, só me resta aproveitar o exemplo de todos, que algumas vezes se colocaram em situações constrangedoras para me ajudar, que tiveram tanta paciência com os meus momentos de desesperança, que toleraram de forma tão nobre meus rompantes, minhas impaciências e, algumas vezes, até minhas atitudes agressivas e procurar fazer “uma corrente do bem”, procurando passar adiante tudo que aprendi  e sempre estou aprendendo com vocês,  ajudando, de todas a formas,  todos que encontrar em sofrimento no meu caminho.

Não poderia deixar de fazer um agradecimento muito especial a todos meus queridos irmãos do CENTRO ESPÍRITA LAR DOS HUMILDES, minha família espiritual, que estiveram tão presentes em minha vida nesses momentos e também a minha amiga Marinete Lins, que é  um anjo de alegria em minha vida.

Que as melhores bênçãos de Jesus envolvam todos vocês! Muito obrigada!

Imagem retirada do blog: http://olhar-filosofico.blogspot.com.br/2012/05/namaste.html

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Isabel Allende Llona

 

Isabel Allende Llona ,  filha de Tomás  Allende, funcionário diplomático e primo irmão do presidente chileno Salvador Allende, e de Francisca Llona, nasceu em 2 de agosto de 1942, em Lima, Peru, mas  tem nacionalidade chilena e costuma dizer que é chilena por formação e convicção.

Trabalhou como jornalista em periódicos, em revistas femininas e na televisão antes de publicar seus livros. Também foi colaboradora da FAO (Food and Agriculture Organization, órgão das Nações Unidas) em Santiago do Chile. Após o golpe do general e a morte de Salvador Allende, em 1973, o clima de terror obrigou-a a abandonar o Chile com a família e buscar refúgio na Venezuela. Em Caracas, trabalhou como repórter do jornal "El Nacional" e como professora de idiomas numa escola pública. Escreveu histórias infantis, além de algumas peças teatrais. Depois de se divorciar do primeiro marido, Miguel Frías, Isabel Allende mudou-se para a Califórnia (EUA), onde, em 1988, se casou com o americano Willie Gordon. . Sua fama de escritora, aliada à sua condição de refugiada, fizeram dela palestrante requisitada nos Estados Unidos e Europa. Foi também professora universitária de literatura na Universidade de Berkeley, entre outras. É considerada a mais famosa romancista contemporânea da América Latina. Atualmente, continua morando nos EUA.

Sobre sua biografia ela diz: “É muito estranho escrever uma biografia, porque é apenas uma lista de datas, eventos e realizações. Na realidade, as coisas mais importantes da minha vida aconteceram no interior do meu coração e não têm lugar em uma biografia. Minhas conquistas mais significativas não são os meus livros, mas o amor que eu compartilho com algumas pessoas, especialmente a minha família e as formas em que eu tentei ajudar os outros.”
Isabel atribui seu êxito como escritora ao célebre poeta chileno Pablo Neruda, que no inverno de 1973 aconselhou-a a abandonar seu trabalho como repórter para se dedicar a escrever livros de ficção. Ela não levou muito a sério a sugestão, e demorou quase dez anos para transformar a ideia em realidade.  Segundo dados fornecidos pelas editoras, é a escritora latino-americana mais lida do mundo. Dada sua história de vida repleta de grandes acontecimentos procura viver intensamente cada minuto da vida. “Eu não confio mais no amanhã, na minha cabeça, tudo pode estar perdido em um minuto”, afirma. Os mortos e os espíritos são um tema importante em seus romances.
Obras

Romances

1982 - La casa de los espíritus (A casa dos espíritos)
1983 - La logon Asulon" (A Lagoa Azul)
1984 -
De amor y de sombra (De amor e de sombra)
1987 - Eva Luna (Eva Luna)
1991 -
El plan infinito (O plano infinito)
1995 -
Paula (Cartas a Paula)
1998 - Afrodita (Afrodite)
1999 - Hija de la fortuna (Filha da fortuna)
2000 - Retrato en sepia (Retrato a sépia)
2002 -
La ciudad de las bestias (A cidade das feras)
2003 -
El reino del dragón de oro (O reino do dragão de ouro)
2004 -
El bosque de los pigmeos (O bosque dos Pigmeus)
2005 - El Zorro (Zorro, começa a lenda)
2006 - Inés del alma mía (Inés da minha alma)
2007 - La suma de los días (A soma dos
dias)
2009 - La isla bajo el mar (A ilha sob o mar)
2011 - El Cuaderno de Maya (O Caderno de Maya)

Memórias
Mi país inventado (O meu país inventado)

Contos
1998 - Cuentos de Eva Luna (Contos de Eva Luna)
1984 - La porda de porcelana
O pequeno ovo frito e a maça congelante
O pequeno Heidelberg" (Contos de Eva Luna)- 1989

Teatro
El embajador (representada no Chile em 1971)
La balada del medio pelo (1973)
Los siete espejos (1974)
Los Tomates Del Fábio Cagón (2004)

Sites consultados:
http://educacao.uol.com.br/biografias/isabel-allende.jhtm, acesso: 15/11/2012.http://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_Allende, acesso: 15/11/2012
http://www.tirodeletra.com.br/biografia/IsabelAllende.htm, acesso: 15/11/2012
http://isabelallende.com/ia/en/bio, acesso: 15/11/2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Silêncios e Palavras

Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada. Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio.

Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém.

Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.

Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir.

Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.

domingo, 28 de outubro de 2012

Caridade sem autoconhecimento


Maria Áurea Ribeiro
 
Caridade sem autoconhecimento é pura filantropia[i], termo que foi criado por Flávio Cláudio Juliano, imperador romano, que  tinha como objetivo restaurar o paganismo como religião dos romanos, e com este intento, imitou a igreja cristã criando o termo "filantropia" para concorrer com o termo cristão caridade, que era uma das virtudes da nova religião e que nunca tinha sido parte do paganismo em Roma ou Atenas. Ainda hoje, muitos de nós, fazemos confusão entre os dois termos em razão do desconhecimento do sentido profundo do termo caridade à luz dos ensinamentos de Jesus.
Nós, os espíritas, temos como divisa o lema FORA DA CARIDADE  NÃO HÁ SALVAÇÃO.  Mas buscamos desenvolver em nós aquela caridade ensinada por Jesus nos seus evangelhos. Aquela caridade totalmente baseada no processo de reforma íntima que é o “carro chefe” da nossa Doutrina Espírita.
Conforme pesquisa feita pelo escritor espírita Jorge Damas Martins, na sua obra A Bandeira do Espiritismo: origem histórica e crítica,[ii] essa divisa foi revelada gradativamente. Primeiramente, foi preparado o terreno nos dois primeiros livros da codificação espírita,  O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns, para depois ser confirmada definitivamente, por vários Espíritos,  em O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Mas para defendê-la, através de uma vivência sincera, é fundamental que compreendamos o verdadeiro significado da palavra caridade. Conforme definição dos Espíritos,  em resposta  à questão 886 de  O Livro dos Espíritos,[iii]  caridade é “benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias e perdão das ofensas”. Como precisamos compreender emocionalmente a universalidade contida nessa resposta, para poder darmos os primeiros passos em sua prática! Só o autoconhecimento pode nos libertar das máscaras que obscurecem o  nosso verdadeiro eu, capaz de compreender e viver o amor em sua maior plenitude e assim praticar essa caridade tão desejada por nós.
Recentemente, estive um período meio longo acompanhando um familiar em um hospital de nossa cidade. Nós acompanhantes tínhamos que ficar sentadas em cadeiras de plásticos. Era um desconforto total. Depois de quinze dias acomodadas, em corredores e anexos, fomos “sorteadas” com um lugar em uma enfermaria e lá chegando tivemos uma experiência singular. A única forma de aguentar o desconforto durante a noite era lendo um bom livrinho até o dia amanhecer. Mas na enfermaria que nós ficamos chegou uma senhora bem simples que resolveu se juntar a mim, enquanto eu lia, lendo e explicando, em voz alta, a sua Bíblia sem a menor preocupação se estava interrompendo ou não a minha leitura. Exatamente por essa absoluta falta de respeito  a religião alheia, sempre cultivei muito preconceito contra os evangélicos e  fiquei furiosa por não poder mais ler os meus livros,  que tanto me ajudavam a passar à noite. Mas entre agredi-la – o que era a minha vontade – e me recolher para o interior da enfermaria em silêncio, eu fiz a segunda opção.  No decorrer dos dias, algumas vezes,  quando ela queria movimentar a velhinha de chumbo dela (porque pesava!!!), ela dizia “irmã me dê uma ajudazinha” e eu ajudava, mas dentro de mim ficava pensando “além de não me deixar ler ainda vai acabar com o resto da minha coluna” e confesso que ficava indignada! Como as outras acompanhantes estavam sempre se revezando  e nós não tínhamos com quem revezar, ficávamos dia e noite frente a frente. Por não poder fazer mais nada, passei a observá-la. Dia após dia ela cuidava da velhinha com uma dedicação, com um amor, com uma paciência e sem uma queixa sequer que encantava a todos nós. Naturalmente, pensávamos que se tratava de mãe e filha. Depois da décima noite, ficamos só nós duas de acompanhante e ela me contou a história da velhinha:
“Ela, a velhinha, fazia parte da igreja dela, a acompanhante,  há pouco tempo, mas já tinha recebido Jesus como Salvador e por isso eram irmãs em Cristo. Era solteira e não tinha ninguém em nossa cidade. Um dia tinha caído em um posto de saúde e tinha sido levada para o hospital. Ela já tinha tentado localizar a família da velhinha no interior, mas nada tinha conseguido. Durante o período pré-operatório (quatro meses) ela tinha ficado só hospital, tinha caído duas vezes da cama, tinha quebrado o nariz uma vez e quando chegou momento de operar os médicos disseram que ela não podia ficar só no pós-operatório. Ela, a acompanhante, disse que pensou “se eu ficar em casa sabendo que ela está sozinha no hospital não vou dormir” e então tinha pedido ao marido para cuidar dos filhos e tinha ido cuidar da velhinha.”
Eu fiquei chocada! E eu me perguntei  “será que eu faria isso por uma pessoa completamente estranha? Sim, porque depois de seis dias e seis noites sentada naquelas cadeiras de plástico a gente já não consegue mais acomodar o corpo de nenhuma forma e não se sabe qual a parte do corpo dói mais. E ela, nesse dia, já estava com dez dias e ela estava ali, firme, sem uma queixa dia após dia. Foi então que caiu o véu e  eu compreendi o meu nível de preconceito, o meu nível de intolerância e o meu nível de egoísmo. Pude, então, vislumbrar o significado do que é essa caridade de que falam os Espíritos.
Hoje me sinto mais leve e mais livre depois dessa experiência. Sinto que melhorei uma pouco nos quesitos preconceito e intolerância, mas tenho me questionado muito sobre a caridade que tenho praticado até e hoje e continuarei refletindo até encontrar o meu caminho nessa vivência cristã. Desconfio que na filantropia damos do nosso “ter” e que na caridade damos mesmo do nosso “ser” e, de tal forma, que só conseguiremos a verdadeira prática quando nos libertarmos de todos nossos vícios morais, que obscurecem o nossos sentidos nos impedindo de praticar o amor pleno como Jesus ensinou e foi compreendido por Paulo de Tarso ao dizer “não sou eu que vivo, mas o Cristo que vive em mim” (Gl 2:20).  
         Imagem retirada do site: http://terapiasnaturaiseholisticas.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html


[i] Filantropia significa "amor à humanidade". Os donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou através de organizações não governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados atos filantrópicos.. – Retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Filantropia. Acesso: 28/10/2012.
[ii] MARTINS, j. Damas, BARROS, s. Monteiro de. A Bandeira do Espiritismo: origem histórica e crítica. Rio de Janeiro. Folha Carioca, 2001
[iii] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de J. Herculano Pires.  66ª ed. São Paulo: LAKE, 2006. Questão 886.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos  
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias, se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um  verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...



Imagem retirada do site: http://wwwcoracaonasestrelas.blogspot.com.br/2010/06/arriscar-se-para-prevenir.html
 
 


 

 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Para se roubar um coração

 
 
 
 
 
                  Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

                  Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. 

                 Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

                Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
               
                ...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. 

                   Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos, sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por quê?

                  Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. 

                   ... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
                  
                  Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.